segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Arantes: comissão de Credores alerta produtor sobre plano de recuperação

Preocupados com a postura que as empresas frigorificas têm tomado nos processos de recuperação judicial que culminou com uma crise na pecuária do estado neste ano, membros da Comissão de Credores formada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) estão orientando os produtores-credores de Mato Grosso sobre o plano de recuperação do frigorífico Arantes.


De acordo com o presidente da Comissão, Marcos da Rosa, além de atropelar o anúncio do Edital, conforme determina a lei, cujo prazo é de 30 dias para que os credores façam suas objeções ao Plano de Recuperação Judicial, que na contagem seria até o dia 22 de dezembro e que foi antecipado para o dia 14 pelo frigorífico, a empresa tem feito contato, por meio de sua assessoria jurídica, com produtores para que esses passem ao frigorífico o direito de representá-los no plano. “O produtor precisa estar atento, pois não podemos entregar tão facilmente o que foi conquistado com tanto suor”.

Rosa explica que a assembleia geral é soberana e que o pecuarista deverá comparecer, pois as objeções deverão ser feitas durante a primeira de duas assembléias confirmadas para o dia 14 de dezembro e a segunda para o dia 21 de dezembro, ambas às 10h no Ipê Park Hotel, na Rodovia Washington Luis, São José do Rio Preto - SP - Km. 428. O prazo para que os credores impugnem os valores dos créditos lançados no edital no dia 23 de novembro termina nesta quinta (3), caso o produtor não se manifeste estará sob pena de perder seus créditos ou parte deles.

Para os credores que não puderem participar, a comissão coloca-se a disposição para receber procurações. “Seria bom se cada localidade onde se encontram os credores nomeasse um representante, mas se não houver a possibilidade basta encaminhar para comissão, que se fará presente na assembleia”, informou Rosa.

O Arantes tem uma dívida aproxima de R$ 50 milhões com a Classe III, denominada Quirografários, onde estão incluídos os pecuaristas e mais de R$ 1 bilhão com os bancos. A proposta aos pecuaristas é de pagamento em 12 parcelas, sem correção de juros e garantias de pagamento, a contar a partir da homologação do Plano na AGC.

Fonte: Agronotícias

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