sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Defesa Civil monitora 20 edificações abaladas na Rua dos Inválidos e arredores

RIO - Cinco das oito edificações interditadas na Rua dos Inválidos, no Centro, foram liberadas por volta das 21h desta quinta-feira, com exceção do prédio de número 22, da igreja de Santo Antônio dos Pobres e do estacionamento na Rua do Senado. Em nota, a Defesa Civil informou que permanecerá de plantão no local com uma unidade móvel para o acompanhamento da situação. Durante a madrugada, cerca de 200 pessoas foram obrigadas a sair de casa por causa de risco de desabamento dos prédios da Rua dos Inválidos. A igreja e o estacionamento serão vistoriados nesta sexta-feira. Já o prédio 22, que sofreu uma inclinação de cinco centímetros, permanecerá interditado por tempo indeterminado. O térreo, o primeiro e o segundo andares do prédio estão sendo escorados com estacas de ferro. Mais cedo, o coordenador da Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, afirmou, após uma vistoria completa na região, que ao todo 20 edificações foram abaladas de alguma maneira na Rua dos Inválidos e entorno.


O trecho sob risco faz parte do Corredor Cultural do Centro e da Apac da Cruz Vermelha. Dos imóveis interditados, a igreja, que também tem rachadura, é tombada pelo município. As casas na Rua do Senado 106 e na Rua dos Inválidos 32 são preservadas. O prédio 22, que tem 12 andares, é tutelado.

À tarde, o subprefeito do Centro, Tiago Barcellos, se reuniu com representantes dos moradores desalojados e funcionários da Geo-Rio, das secretarias de Urbanismo e Obras, da Defesa Civil e engenheiros da construtora W Torre - responsável pela construção de prédios que pode ter provocado problemas estruturais nos imóveis da Rua dos Inválidos. Quando ficar confirmado que todos os prédios estão estáveis, os moradores poderão voltar para as suas casas. Ainda assim, todas as edificações atingidas serão avaliadas a cada meia hora, para verificar se houve novos abalos.

- Em todas essas 20 edificações houve algum tipo de dano, em momentos e com intensidades diferentes. Todas estão sendo monitoradas e nenhuma delas apresenta risco de desabamento iminente. A qualquer momento, se for identificada nova movimentação de alguma dessas edificações, voltaremos ao procedimento de emergência e vamos evacuá-las imediatamente, mesmo que tenha mexido meio milímetro - disse o coronel Simões.

Também está para ser decidida qual a intervenção necessária para que os prédios não voltem a apresentar riscos. No caso do número 22, a Defesa Civil já anunciou que vai ser necessária uma reforma estrutural. Os moradores do prédio serão transferidos para um hotel, cuja hospedagem na noite desta quinta-feira a W Torre se prontificou pagar.

- Se ela (a W Torre) por ventura não fizer a intervenção, a prefeitura assumirá - disse.

De acordo com engenheiro do Crea, que visitou a obra, há 95 por cento de chance de a construção da W Torre ter provocado as rachaduras nas edificações da região. A empresa, no entanto, informou em nota que, desde o início das obras, em agosto, realiza um minucioso monitoramento dos eventuais impactos sobre o entorno. A obra que pode ter sido a causa do problema é do Centro Empresarial Senado, que, segundo a W Torre, conta com todos os alvarás e aprovações dos órgãos competentes e seguirá em ritmo normal.

Fonte: O Globo

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