Bom Dia Brasil e O Globo
Com agências internacionais
RIO e BANGCOC - A embaixada brasileira na Tailândia foi fechada nesta segunda-feira em meio a novos confrontos entre forças de segurança e manifestantes de oposição ao governo, na periferia de Bangcoc. Uma pessoa foi morta, na sexta-feira, a 100 metros da representação do Brasil e os confrontos estavam acontecendo na porta do prédio, que foi fechado para garantir a segurança dos funcionários. Diplomatas vão avaliar na terça-feira a situação na região para decidir quando a embaixada será reaberta.
Em cinco dias de enfrentamentos, ao menos 37 pessoas morreram em Bangcoc. Nesta segunda, um general das forças armadas que colaborava com os oposicionistas morreu, dias após ter sido baleado na cabeça, elevando os temores de mais violência na capital. O ministro-conselheiro, Matias Vilhena, disse que cerca de 250 brasileiros vivem na Tailândia. Nenhum deles ficou ferido, mas quatro famílias brasileiras tiveram que sair de suas casas e procurar abrigo em hotéis ou com amigos e parentes.
Moradores estão estocando alimentos, escolas e lojas foram fechadas, e hotéis estão pedindo para os hóspedes deixarem o local. Na região ocupada pelos cerca de 5 mil manifestantes que montaram acampamento em Bangcoc - uma área equivalente ao Central Park, em Nova York -, pessoas carregavam malas pelas ruas e levavam crianças para locais mais seguros.
Manifestantes desrespeitaram o ultimato das forças de segurança, exigindo que eles deixassem a área até às 15h (5h no horário de Brasília). Embora o acampamento dos oposicionistas tenha sido cercado e aviões tenham sobrevoado a região alertando sobre a ordem para que se retirassem, muitos continuaram no local. Os chamados "camisas vermelhas" querem a renúncia do primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, e a convocação de eleições.
Fonte: O Globo
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