quinta-feira, 3 de junho de 2010

5 truques para conquistar recrutador na web

Talita Abrantes, de EXAME.com

Currículos na internet exigem mais informações que convencionais

SÃO PAULO - Na hora de montar um currículo para a web, a ordem é sair do básico. Para conquistar o recrutador, vale abusar de palavras-chaves, apostar em ferramentas multimídia e até comprar links patrocinados.

A primeira estratégia para isso é criar meios para que o currículo apareça em destaque nos sistemas de busca da internet. Esse programas são projetados para encontrar informações em uma base de dados a partir de uma gama de palavras-chaves.

"O candidato tem que pensar: se eu fosse procurar uma pessoa para esse cargo, que tipo de palavras colocaria no campo de busca?", diz o headhunter da consultoria Michael Page, Macerlo Cuellar.

Saber prever os termos que serão pesquisados pelo recrutador, contudo, não é suficiente para fazer um bom currículo na internet. De acordo com os especialistas, os candidatos devem ser criativos, objetivos e precisos no uso da web. Saiba como conseguir seguir essa fórmula.

1. Invista em palavras-chave

A premissa básica para quem não quer cair no ostracismo na internet é apostar nas palavras certas. Fica em evidência no Google, ou em outros sistema de busca, quem souber escolher os termos certos para compor o currículo.

"Nós fazemos um filtro. Se o candidato não colocou as palavras-chaves que procuramos em nosso sistema, ele será automaticamente eliminado", diz Ellen Macedo, gerente de recrutamento da consultoria Deloitte.

No último processo de seleção de novos talentos, a empresa recebeu mais de 30 mil currículos. Toda a triagem foi feita na internet. Segundo a recrutadora, perdeu a vaga quem não soube elaborar o currículo direito.

A sugestão, então, é fugir dos adjetivos vagos e usar fatos e termos mais precisos. "O candidato tem que divulgar resultados, dados quantitativos. Quem vai concluir sobre as idéias qualitativas são os recrutadores, durante a entrevista", diz Cuellar.


Colocar o nome de todas as empresas em que trabalhou - mesmo se por um curto período de tempo - também é essencial para que o currículo se destaque nos sistemas de busca.

"Nós, geralmente, usamos três termos na pesquisa: o segmento de atuação, principais empresas relacionadas à área e conhecimento de tecnologias", afirma André Assef, diretor comercial da consultoria Desix. Candidatos que se preocupam em mencionar esses três pontos, ganham visibilidade.

2. Preencha todos os campos

Na hora de fazer o cadastro nos sites especializados em recrutamento online, fique atento para preencher todos os campos. "Se a empresa pediu a informação na ficha de inscrição é porque a considera importante", afirma Ellen.

De acordo com ela, quanto mais detalhista o candidato for, melhor. Isso significa, por exemplo, que é importante descrever as atividades que exerceu em cada umas das empresas ou detalhar a quais os cursos que já participou.

Mas, não se esqueça: "Excessos são prejudiciais", diz Ellen ao lembrar-se de um candidato que mencionou, no currículo, a medalha que ganhou em uma competição de natação aos 4 anos de idade. Por isso, seja cauteloso e mencione apenas aquilo que for realmente relevante para o cargo em questão.

3. Aprofunde com links

Apesar da internet ao mesmo tempo exigir e possibilitar que o candidato coloque mais informações no currículo, é essencial fazer isso de maneira objetiva.

Segundo os especialistas, o material não pode ter mais do que três páginas.


Para tornar seu currículo mais relevante, nesse sentido, utilize hiperlinks. "O formato da internet oferece condições para que você cumpra o básico em uma página, mas explore mais alternativas com os links", diz Assef.

Mas, equilíbrio é fundamental. Páginas com conteúdo pessoal devem ficar longe do currículo. Opte por links para seu perfil do Linkedin, blogs ou sites com um caráter mais profissional.

"Se conheço um dos contatos do candidato no Linkedin, posso pedir referências", diz Ellen. Uma boa indicação, nesse caso, pode ser decisiva durante o processo de seleção.

4. Abuse dos serviços da internet

As ferramentas colaborativas da internet podem ser ótimos aliados para quem procura um emprego. Criar blogs, sites ou simplesmente manter uma conta de Twitter com conteúdo profissional é essencial para se destacar nesse universo.

Mas, para fisgar o recrutador à primeira vista, vá além disso. Uma dica é desenvolver uma página com os recursos do Google Maps para indicar as empresas que você já trabalhou e as atividades que exerceu em cada uma delas, por exemplo. Feito isso, basta criar um link para a página no currículo.

Os mais ousados podem pagar por links patrocinados do Google e relacionar o site com o currículo aos nomes dos principais recrutadores ou gestores da área em que atua. Quando essas pessoas procurarem por seus próprios nomes no Google, darão de cara com o link para seu currículo.

"Essas iniciativas atraem muito mais minha atenção do que quando o candidato apenas envia um currículo anexado por e-mail", afirma Assef.


5. Não se esqueça do básico

Quando o assunto é currículo para a web, o internetês deve ser abolido do seu vocabulário. Errar no português é um dos principais pecados capitais em um processo de seleção. Mesmo na web, esse deslize pode culminar em eliminação.

E já que, na internet, é mais fácil obter informações sobre qualquer pessoa, não caia, em hipótese alguma, na tentação de maquear dados ou mentir escancaradamente.

Para driblar esse erro, veja quais as cinco mentiras mais contadas no currículo.

Como na vida analógica, tente descobrir onde seus pares estão. "Para chamar a atenção, use os meios por onde os recrutadores transitam", afimar Cuellar.

Assim, participe ativamente de fóruns de discussão famosos na sua área de atuação, use o Twitter, caso a ferramenta seja relevante em seu setor e crie um blog. Faça de tudo para aparecer, mas sem perder o equilíbrio e a coerência com seu perfil profissional.

Fonte: Info Plantão

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