segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Com dinheiro da rescisão dá para abrir uma franquia

Não precisa muito para quem está disposto a se qualificar, estudar o mercado e aderir a uma das centenas de opções de negócios, sem deixar de ser empreendedor

Rio - Com R$ 5 mil, é possível ter uma franquia. Por esse valor, o mais comum é aderir a modelos em que o franqueado é o próprio profissional, que vende seus serviços e aproveita vantagens, como publicidade, treinamento e orientação, em troca do pagamento mensal de uma taxa chamada “royalty”.

Para começar, nem é preciso ter todo o valor a ser investido. Com 50% na mão, é possível pedir empréstimo com linhas especiais para franquias ou para microempreendedores. Quem tem dinheiro guardado ou recebeu indenização pode dar o primeiro passo para virar o próprio patrão.

“O capital depende do negócio. Franquias de serviço podem dispensar equipamento e ponto. São comuns casos de quem troca o emprego pela franquia, com ganhos de faturamento”, explica Ricardo Camargo, diretor da Associação Brasileira de Franquias. Se a empresa for registrada como Empreendedora Individual (EI), além dos benefícios da franquia, o empresário terá os direitos da Previdência e ainda impostos fixos para serviços (R$ 5) e comércio e indústria (R$ 1). O limite é o faturamento, que precisa ser de, no máximo, R$ 3 mil por mês.

Aderir a uma franquia requer estudo prévio, pesquisa com franqueados, conhecimento do local de instalação e do mercado. É preciso descobrir se o público tem interesse no serviço, para não apostar em uma canoa furada. Entre as vantagens do modelo, está a metodologia organizada e assessoria do franqueador. Mas isso varia a cada empresa.

Para trocar o papel de funcionário pelo de sócio, é preciso ter dinheiro para se instalar e começar a trabalhar. Quem só tem parte dos recursos pode buscar crédito em formatos exclusivos para investimentos na empresa. Vale para comprar equipamento, material, produtos ou até reformar o espaço onde vai trabalhar.

CAPITALIZAR’ A FIRMA PARA CRESCER

AMIGOS

Conseguir dinheiro para abrir ou ampliar a empresa apelando a amigos não depende mais da boa vontade alheia. No Santander, existe a opção de garantia solidária, em que outros empresários e colegas dão aval ao crédito e se responsabilizam no caso de inadimplência.

JUROS

Nessa linha de crédito do banco Santander, a taxa de juros varia de 2% a 4% (mais tarifa de abertura de crédito). O valor financiado chega a R$ 40 mil. As concessões nessa modalidade aumentaram 14% em um ano na instituição

GRUPOS SOLIDÁRIOS

Pioneiro nesse modelo de financiamento empresarial, o Banco do Nordeste lançou no ano passado o Crediamigo no Rio de Janeiro. Os grupos solidários são formados por três ou até 10 pessoas. Eles são um sucesso e já respondem por quase metade dos empréstimos concedidos pelo banco no estado.

CONDIÇÕES

No Rio, o Banco do Nordeste tem taxa de inadimplência em torno de 3%, índice considerado baixo. O juro cobrado fica em 1,19% por mês. O limite varia de R$ 100 a R$ 1 mil.

PARA PEQUENOS

Alguns bancos têm linhas voltadas para empreendedores individuais. O Banco do Brasil lançou a primeira conta corrente de pessoa jurídica para esse público com pacote reduzido de tarifas mensais e cartão de crédito sem anuidade e limite vinculado ao faturamento. Juros vão de 1,86% a 2,42%.

POR TELEFONE

O Itaú-Unibanco tem o Microinvest, com limite até R$ 5 mil no primeiro crédito. Para aderir, o cliente marca uma visita do agente pelo telefone 4004-1937 e negocia prazo e valor do financiamento.

FÁCIL

Para os microempreendedores individuais, a Caixa Econômica Federal oferece a linha de crédito batizada de Caixa Fácil. O financiamento tem juros de 2% ao mês, e o limite parte de R$ 200 e chega a R$ 1 mil depois de certo período de relacionamento com o banco.

“Refiz tudo, mas foi mais fácil”

“Depois que fiz o registro e levei a documentação na Junta, estava tudo certo, mas a Prefeitura não deu o alvará, porque o endereço estava errado. Tive que refazer tudo, mas estava bem mais fácil. Hoje, estou muito feliz. Já uso a nota fiscal eletrônica, ‘Nota Carioca’, e não tenho necessidade de fazer na gráfica. Já consegui mais contratos e meu objetivo é prestar serviço na área de propagandas com minha voz e trabalhos de edição”.

Fonte: O Dia On Line

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