RIO - O PIB dos Municípios 2008, divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que os 10% dos municípios com os maiores Produtos Internos Brutos (PIBs) do país geraram, em 2008, 274,9 vezes mais renda que os 10% dos municípios com os menores PIBs. Essa concentração era maior no Sudeste, onde a relação era de mais de 450 vezes mais renda em relação aos 10% menores.
Todas as demais regiões ficaram abaixo da média brasileira na relação entre os 10% dos municípios com maiores PIBs - 556 cidades no total - e os 10% com menores PIBs.
O IBGE também calculou o nível de concentração da geração de renda dos municípios com as maiores economias em relação aos 30% dos municípios com menores PIBs. Neste caso, a relação cai para 170,4 vezes. Ela cai para 116,9 vezes na comparação com os 50% das cidades com os menores PIBs e para 96,7 vezes quando a comparação é entre os 10% maiores e os 60% menores PIBs.
A pesquisa mostrou ainda que seis municípios foram os que mais ganharam participação no PIB do país entre 2007 e 2008. Impulsionado pelo avanço do setor de petróleo, Campos dos Goytacazes, no Norte do Estado do Rio de Janeiro, passou de 0,78% do PIB do país em 2007 para 0,96% em 2008, atingindo o 14º lugar no ranking dos municípios com os maiores PIBs no Brasil.
Brasília foi outra cidade de destaque, com 3,88% do PIB em 2008, acima dos 3,76% de 2007 e na terceira colocação no geral, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Depois do crescimento da capital federal, apareceram com destaque Parauapebas, no Pará, que, impulsionada pelo crescimento dos preços do minério de ferro, pulou de 0,12% para 0,22% do total entre 2007 e 2008; Osasco, em São Paulo, que pulou de 0,93% para 0,99%; São João da Barra, de 0,03% para 0,09%; e São Bernardo do Campo, que pulou de 0,95% para 0,99%.
As maiores quedas proporcionais ficaram com os municípios com as maiores gerações de renda. São Paulo caiu de 11,9% para 11,3% entre 2007 e 2008, enquanto o Rio de Janeiro recuou de 4,7% para 4,6%.
Em termos de PIB per capita, a baiana São Francisco do Conde se beneficiou das atividades de refino de petróleo no município para atingir R$ 288.370,81 per capita em 2008, contra uma média de R$ 15.989,75 do país. A seguir vieram Porto Real, no Rio de Janeiro, com R$ 203.561,86, e Triunfo, no Rio Grande do Sul, com R$ 181.332,70. O menor PIB per capita foi o de Jacareacanga, no Pará, com R$ 1.721,23.
Fonte: O Globo
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