MANAUS - Cerca de 80 toneladas de tucunaré, aruanã e jaraqui estão sendo retiradas da Reserva Ambiental no Lago do Piranha, em Mananacapuru, a 68 quilômetros de Manaus, no Amazonas. A medida foi adotada para evitar a morte dos peixes, por causa da vazante dos rios da região.
Com a vazante do rio, a má qualidade da água deixa os peixes com poucas condições de sobrevivência. Para evitar a mortandade, a Secretaria de Meio Ambiente de Manacapuru autorizou a retirada do excesso de pescado nos lagos da reserva.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Daniel Guedes, o produto é vendido para um frigorífico do município.
Criada em 1997, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Piranha é o principal berço da reprodução do tambaqui e pirarucu na região. Um lugar farto e de muita beleza natural, mas que este ano tem levado sofrimento aos moradores, com os fenômenos da cheia e seca dos rios.
Só é possível chegar ao lago de canoa ou lancha de pequeno porte. Segundo os moradores, se o rio não voltar a subir nos próximos 15 dias, dezenas de famílias devem ficar isoladas dentro da reserva.
Fonte: O GLOBO
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