domingo, 17 de abril de 2011

Com paixão ou compaixão?

*Reginah Araújo

O que seria ter compaixão? No dicionário significa o seguinte:

Compaixão (do latim compassione) pode ser descrito como uma compreensão do estado emocional de outrem. A compaixão freqüentemente combina-se a um desejo de aliviar ou minorar o sofrimento de outra pessoa, bem como demonstrar especial gentileza com aqueles que sofrem. A compaixão pode levar alguém a sentir empatia por outra pessoa. A compaixão é freqüentemente caracterizada através de ações, na qual uma pessoa agindo com espírito de compaixão busca ajudar aqueles pelos quais se compadece.

E o contrário de compaixão? Crueldade, dureza, frieza, indiferença, secura de coração, insensibilidade...o prazer de maltratar os outros.

Percebo que muitas vezes em nome do amor acabamos maltratando justamente aquele que mais amamos. Em nome do querer o "bem" do outro, tudo é permitido: comentar, maldizer, atormentar, julgar, ferir, magoar, mesmo quando isso signifique matar os sonhos das pessoas, não ter nenhuma compaixão. E por incrível que pareça é sempre em nome do Amor.

O querer o bem do outro, tudo justifica, e então esquecemos a compaixão e em nome de agir "com paixão" criamos situações muitas vezes constrangedoras a quem amamos.

Se compaixão é colocar-se no lugar do outro, será que exercemos isso com nossa família? Às vezes tratamos muito bem a nossos companheiros de trabalho, amigos, conhecidos, porteiros e até mesmo inimigos, mas esquecemos de aliviar o sofrimento de quem está exatamente ali do nosso lado todo o tempo. É tão óbvio que os amamos que fica claro que nem é necessário lembrarmo-nos de palavras de carinho, conforto, solidariedade, amor...

Amai e vigiai, diz a Bíblia. Devemos vigiar nossas palavras que muitas vezes tornam-se "mal ditas" e "malditas", acabando por distanciar-nos das pessoas que mais deveríamos amar. Devemos repensar o sentido de solidariedade em família.

A compaixão tem má reputação; ninguém gosta de ser objeto dela, nem tampouco de senti-la. Isso a distingue nitidamente, por exemplo, da generosidade. Compadecer é sofrer. Como a compaixão poderia ser boa?

Poderia sim, amigos, este "produto" está em falta no mercado, talvez devesse comprá-la e dividi-la com todos. A construção da paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em fraternidade e responsabilidade social. A paz é uma conquista coletiva. Ela tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum.

Uma proposta diferente nesta Páscoa! Em nome daquele que deu a vida por nós COM PAIXÃO vamos nos motivar a viver a COMPAIXÃO!

Fonte: Jornal Carreira e Sucesso

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