Entre as principais bandeiras levantadas pelo Sebrae-RS para 2010, está aumentar a abrangência da Lei Geral de Micro e Pequenas Empresas e realizar mais visitas às organizações
Marcos Graciani
A divisão gaúcha do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RS) traçou grandes metas para o próximo ano. Crentes na retomada do crescimento econômico do país, os executivos da entidade pretendem levar a todos os municípios do Estado a Lei Geral de Micro e Pequenas Empresas (conhecida como o Simples Nacional), que precisa ser regulamentada por cada cidade.
Para dimensionar o trabalho que o Sebrae-RS terá pela frente, apenas 138 das quase 500 cidades do Estado contam com os benefícios fiscais e outras facilidades oferecidas pelo Simples Nacional. "Ter uma lei desta envergadura é uma condição que ajuda a fazer com que a região do entorno de cada município também se desenvolva", apontou Paulo Tigre, presidente do conselho regional do Sebrae-RS, durante coletiva de imprensa realizada em Porto Alegre nesta quinta-feira. Para tornar a Lei Geral mais conhecida, o Sebrae-RS pretende aportar R$ 3 milhões até 2011.
Outra iniciativa da instituição voltada para o interior do Estado é o ID-MPE, indicador que tem como principal objetivo medir o potencial que cada município tem para atrair e desenvolver pequenos negócios. Para chegar a um resultado, o método avalia três ambientes: o empresarial, o mercado e o institucional. Criador da metodologia, o Sebrae do Paraná ajudou Santa Catarina e Rio Grande do Sul a adotar o sistema. "É uma maneira de cada gestor público ver quais são os pontos fracos e fortes da cidade e trabalhar para que o desenvolvimento aconteça", explicou Tigre.
Com o projeto "Negócio a Negócio", o Sebrae-RS buscará disseminar o empreendedorismo nas micro e pequenas empresas, que vão receber mais visitas a partir de 2010. Para o ano, a meta é chegar a 80 mil microempreendedores. O número, vale lembrar, é bem acima do índice registrado até dezembro deste ano, de 54,6 mil atendimentos - o maior do país, seguido pelo Paraná.
Questionado se o número de visitas feita pelo braço gaúcho do Sebrae representava um reflexo da crise nas empresas, Marcelo de Carvalho Lopes, diretor-superintendente do Sebrae-RS foi enfático ao dizer que não. "De maneira alguma. A meta foi alcançada graças ao esforço de buscarmos as empresas. Nas sondagens que fizemos durante o ano, as micro e pequenas empresas afirmaram que, ou não foram atingidas pela crise, ou sentiram pouco impacto", afirmou.
Os empresários que representam as pequenas e médias empresas da região sul aumentaram seu otimismo para 2010. Segundo pesquisa divulgada hoje pelo Insper (ex-Ibmec São Paulo) e o pelo Grupo Santander Brasil, o índice na região subiu de 66,5 pontos, divulgados em setembro, para 68,8 pontos. Agora, o "nível de otimismo" se aproximou dos 69,5 pontos medidos antes do início da crise, em setembro de 2008.
Fonte: Incorporativa
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