segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Três goianos estão entre os 100 mais influentes do País

Projeção de Henrique Meirelles e Joesley Batista no cenário econômico é destaque da Época. Revista traz ainda homenagem a Demóstenes Torres


Os goianos Joesley Mendonça Batista, Henrique Meirelles e Demóstenes Torres (Leia mais em Política, página 17) estão entre os 100 mais influentes de 2009, listados pela revista Época. Ao lado de grandes nomes, como o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e do empresário Abilio Diniz, os líderes e empreendedores foram citados no ranking e homenageados por pessoas que acompanharam suas lutas e conquistas.

Para falar sobre o empresário goiano Joesley Batista, a revista escolheu o senador e ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB). Na edição especial, Marconi afirma que o sucesso do frigorífico JBS Friboi, que se tornou o maior do mundo, premia um estilo de comando inovador. O senador conta ter acompanhado Joesley desde que ele tinha 17 anos, em Luziânia (GO).

“Foi quando ele ficou famoso como o rapaz que, mesmo reprovado por faltas no 2º ano do Ensino Médio, gerenciava um frigorífico com 130 funcionários e foi capaz de aumentar o abate de 80 para 300 gados”, lembra Marconi. O senador recorda ainda que, como gerente da fábrica de produtos de limpeza, na mesma cidade, Joesley aumentou as vendas de R$ 5 milhões para R$ 400 milhões por ano.

Em um texto curto e objetivo, o senador consegue descrever a trajetória do grande empresário, que em 2000 mudou-se para São Paulo e iniciou o braço de administração de recursos do grupo. “Hoje eu o vejo como um dos mais completos gestores de grandes negócios do País. Sei que ele foi decisivo para a ampliação do pequeno negócio herdado do pai para as dimensões de um dos maiores grupos exportadores do planeta com a compra da Bertin e da Pilgrim's Pride em 2009”, diz o senador.

Marconi diz considerar Joesley um exemplo raro de administrador que não vê a empresa como resultado apenas do próprio esforço, mas compartilha com cada funcionário metas e resultados. “Ele se coloca como parte e não como centro. Particularmente, tenho orgulho em ver um goiano à frente da terceira maior empresa do Brasil e a maior do mundo em seu setor”, finaliza o senador.

Estabilidade

Já para homenagear o presidente do Banco Central (BC), o goiano Henrique Meirelles, a revista convidou o diretor executivo da Rio Bravo e ex-presidente do BC, Gustavo Franco. Na edição, o executivo afirma que o Banco Central soube agir em circunstâncias infernais, mantendo o rumo apesar das críticas. Segundo Franco, a importância do presidente do BC em 2009 é do tamanho da crise que, potencialmente, o Brasil poderia ter tido. “E essa foi uma crise financeira que sacudiu o mundo”, ressalta.

O executivo salienta que a defesa de um país num momento de crise cabe, de cara, ao BC. “Ele (BC) é a primeira trincheira onde os inimigos desembarcam”, diz. Franco explica no texto que, como a crise trouxe desvalorização cambial, volatilidade no mercado de juros e preocupação com a saúde dos bancos, o BC precisou agir em muitas frentes. E, como uma pessoa que já esteve no cargo, Franco afirma ter certeza de que a rotina no BC foi infernal nos meses mais complicados.

O executivo ressalta que muita gente critica as medidas do BC sem conhecimento. “Só quem está lá dentro sabe como são difíceis essas decisões. Um dos méritos do Henrique foi ter mantido o rumo durante a crise”, afirma. Franco garante que Henrique Meirelles é mais político do que outros presidentes que passaram pelo BC. Segundo ele, apesar de em público falar menos, Henrique é muito articulado politicamente, o que funciona bem neste governo.

Franco salienta que sempre haverá julgamentos sobre a intensidade de suas medidas, mas poucos discordam de que a atual gestão do BC fez as coisas certas. “Assumir responsabilidades é uma virtude, e esse mérito precisa ser reconhecido no Henrique e na atual diretoria”, diz. O executivo lembra no texto que o presidente corporifica a instituição, mas nela existe uma cultura muito forte de diretoria colegiada, de dividir responsabilidades com um grupo muito preparado. “Homenagear Henrique é homenagear a instituição”, finaliza.

Cenário nacional

O presidente Lula teve o produtor do filme Lula, o filho do Brasil Luis, Carlos Barreto, como locutor na edição especial. O produtor afirma que em um País dividido por um vidro fosco que separa ricos e pobres, o presidente revelou-se um limpador de vidraças. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi homenageado pelo ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento Delfim Netto, que ressalta que incentivando o consumo, como pedira o presidente, Mantega enfrentou corretamente a crise.

O grande empresário Abilio Diniz, que também possui lojas em Goiás, foi listado e comentado pelo economista Luiz Carlos Bresser. Com a compra do Ponto Frio, Diniz recolocou o Pão de Açúcar na liderança do varejo. O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, foi homenageado pelo ex-presidente da estatal José Eduardo Dutra, que reconheceu que no ano do pré-sal, o presidente da Petrobras teve de conciliar os interesses da empresa e do país.

Fonte: Diário da Manhã

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