RIO - A expansão da economia e o crescimento do mercado de trabalho contribuíram para que o percentual de cheques devolvidos nos quatro primeiros meses do ano fosse o menor desde 2005. Mas o crédito mais caro no segundo semestre pode pressionar a inadimplência.
Entre janeiro e abril, 1,91% dos cheques compensados no país retornaram por causa de falta de dinheiro em conta, o menor nível desde a taxa de 1,78% registrada no período no ano de 2005, segundo pesquisa da Serasa Experian. De quase 374 milhões de cheques compensados, pouco mais de sete milhões foram devolvidos.
Considerando apenas o mês de abril, a taxa foi de 1,86%, menor que o abril de 2009 (2,22%) e semelhante aos meses de janeiro e fevereiro. No mês de março, a taxa tinha subido para 2,04% por causa de fatores sazonais.
"O forte crescimento econômico está gerando evolução do emprego, sobretudo com carteira assinada, e da renda. As melhores condições orçamentárias do consumidor estimulam a regularização de suas pendências financeiras, incluindo as de cheques devolvidos por falta de fundos. Desta forma, há uma melhora na qualidade do cheque, que volta a ter sua inadimplência próxima aos patamares de 2005", aponta o documento da Serasa Experian.
Pesquisa do Banco Central indica que a atividade econômica brasileira teve alta de quase 10% no primeiro trimestre do ano, comparado a igual período de 2009.
Outro fator que pode ter contribuído para o resultado, segundo os pesquisadores, é o fato de os consumidores terem se organizado para pagar os cheques devolvidos e, dessa forma, acertar as contas antes de fazer novas compras parceladas para o Dia das Mães, Copa do Mundo e Dia dos Namorados.
Apesar das boas notícias neste início do ano, os técnicos responsáveis pela pesquisa alertam que a inadimplência com cheques deve aumentar no segundo semestre do ano. Entre as pressões identificadas estão o maior endividamento do consumidor e o crédito mais caro, por causa da alta da taxa básica de juros do país, iniciada em abril.
Fonte: O Globo
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